RESUMO OBJETIVO

A aposentadoria por invalidez decorrente de espondiloartrose pode ser isenta de Imposto de Renda, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação. Este artigo explica as condições, fundamentos legais e procedimentos para garantir ou entender a possibilidade de isenção para aposentados com essa condição, promovendo esclarecimento técnico e atualizado.


EXPLICAÇÃO COMPLETA

A espondiloartrose, uma forma de artrose que acomete as articulações da coluna, pode levar à incapacidade funcional e, consequentemente, à concessão de aposentadoria por invalidez ou aposentadoria especial, dependendo do grau de comprometimento.

Tributação de aposentadorias por invalidez devido à espondiloartrose

Segundo a legislação brasileira, aposentados por invalidez que possuem sua incapacidade atestada por perícia médica e que a condição decorreu de moléstia profissional ou acidente de trabalho podem ter direito à isenção do Imposto de Renda. Entretanto, no caso de aposentadorias por invalidez comum, inclusivamente por condições como espondiloartrose, a regra geral é a tributação, a menos que haja uma específica previsão de isenção.

Caso da espondiloartrose

De acordo com o entendimento da Receita Federal e jurisprudências consolidadas, a doença em si não garante automaticamente a isenção de IR. Contudo, se a aposentadoria foi concedida por invalidez, decorrente de moléstia que causa incapacidade permanente, há possibilidade de isenção, desde que a condição seja considerada como moléstia grave ou negligenciada na lei 7.713/1988.

Sendo assim, para aposentados com espondiloartrose, a chave está na avaliação médica e na demonstração de que a incapacidade é considerada de grave ou inválida, além de cumprir os critérios do benefício, reforçando a necessidade de análise específica para cada caso.



QUEM TEM DIREITO

Obs: A doença deve estar relacionada ao grau de incapacidade reconhecido na perícia médica, e o benefício deve estar dentro das condições estabelecidas para fins de isenção.


PASSO A PASSO (Como solicitar)

  1. Reúna toda documentação médica: laudos, exames, atestados de incapacidade e relatórios que evidenciem a condição de saúde (espondiloartrose).
  2. Verifique a aposentadoria concedida: se por invalidez ou aposentadoria especial.
  3. Solicite perícia médica junto ao INSS: caso ainda não tenha uma perícia recente que comprove a incapacidade permanente.
  4. Assessoria jurídica ou consultoria especializada: para análise da possibilidade de obter uma declaração de isenção de IR ou revisão do benefício para enquadramento na legislação de isenções.
  5. Preencha o formulário de isenção: geralmente, através do programa "Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física" (DIRPF), anexando documentos comprobatórios.
  6. Aguarde análise da Receita Federal: para deferimento ou indeferimento, podendo recorrer em caso de negativa.

Dica: A ação de obtenção de isenção deve ser feita até o prazo de entrega do Imposto de Renda, sob pena de pagamento indevido dos tributos.


FAQ

1. A espondiloartrose garante automaticamente isenção do IR?

Não. A doença por si só não garante isenção. É necessário comprovar incapacidade permanente ou grave por meio de perícia médica e análise jurídica.

2. Como saber se tenho direito à isenção de IR na minha aposentadoria?

Verifique se sua aposentadoria decorreu de incapacidade por doença considerada grave, e consulte um especialista para avaliar a documentação médica necessária.

3. Posso solicitar a isenção após já estar aposentado?

Sim. Você pode solicitar revisão do benefício ou declaração de isenção de IR junto à Receita Federal, apresentando toda a documentação médica atualizada.

4. Quais doenças são consideradas graves para fins de isenção?

Doenças como neoplasias malignas, HIV/AIDS, doenças do sistema nervoso, entre outras, possuem legislação específica para isenção. Espondiloartrose pode ser incluída dependendo do grau de incapacidade, mediante avaliação médica.

5. Quanto tempo leva para obter a isenção de IR?

O processo varia, podendo levar de alguns meses a mais de um ano, dependendo da complexidade do caso e da proximidade com a legislação vigente.


CONCLUSÃO

A questão de o aposentado com espondiloartrose pagar ou não Imposto de Renda depende do grau de incapacidade, do tipo de aposentadoria concedida e do reconhecimento legal de sua condição como doença grave. É fundamental buscar aconselhamento especializado, reunir documentação adequada e, se for o caso, solicitar a revisão ou declaração de isenção à Receita Federal. Conhecimento e ação rápida garantem maior segurança e aproveitar seus direitos públicos.


ATUALIZAÇÃO

Conteúdo revisado e atualizado em 09/03/2026.